O que vem primeiro: amigos ou profissão?

Todos nós admitimos que a comunicação faz parte do nosso dia a dia e cria muito do nosso mundo. Entre inúmeros meios e plataformas, guardo um carinho especial pelo papel. Por aquela página que só um dedo salivado a faz virar para uma nova informação. Pelo trabalho deste senhor, deste “amigo”, do jornalista.

Hoje, o trabalho destes estendeu-se e alarga-se facilmente graças ao digital. Temos disponíveis, blogs e sites de jornais e noticiários online e os social media que também ajudam na partilha de conteúdo e informações diárias. Assim, o jornalista ganhou forma de comunicar também mais instantaneamente e imediata com tantas ferramentas disponíveis, como está no meu post anterior: “A Comunicação Instantânea é Planeada”. O que importa realçar é que o mesmo ganhou poder de impactar na sociedade de forma mais rápida e eficaz. Não necessita de ser apenas pelo jornal. Há mais recursos, que até podem ser utilizados todos em uníssono.

Com todas as evoluções, não é só o jornalista que traz novas informações relevantes. São inúmeras as pessoas que partilham histórias e conteúdos através do twitter, do facebook, de blogs, entre tantos outros. Os jornalistas não são a maior fonte de informação. São simplesmente quem se alimenta mais dela na tentativa de garantir conteúdos de qualidade e virais para partilhar. Neste momento, o RP acorda como jornalista várias vezes, pois é importante ver a sua organização comunicada nos meios sociais públicos. Há que conseguir ter uma boa relação com os media. Uma relação cautelosa, mas é importante manter um contacto e nunca apresentar uma distância em demasia.

Um estudo de Arketi Web Watch Media revelou que 92% dos jornalistas estão presentes no linkedin, sendo o seu maior social media.

“The media’s the most powerful entity on earth. They have the power to make the innocent guilty and to make the guilty innocent, and that’s power.”

Construir um relacionamento com os media é algo crucial num profissional de RP, pois pode facilitar a comunicação com eles e, por sua vez, a publicação de histórias. Cada vez os jornalista são mais ocupados e se conhecerem certo RP mais facilmente vão ler os seus emails ou atender os seus telefonemas. É necessário também compreender o seu horário de trabalho que está diretamente ligado com as publicações de jornais impressos. Enviar algo para um jornal depois das 17h é inútil pois nada vai sair no dia seguinte. Após esta compreensão adquirida, o conteúdo vai ser partilhado no momento certo.

Com a comunicação facilitada e uns botões a separar-nos dos jornalistas, é necessário ter calma. Não podemos abordar todos os jornalistas e por vezes é melhor, ou de mais confiança, comunicar com algum com quem já tenhamos trabalhado ou lidado anteriormente. Há que perceber os interesses do jornalista, para quem trabalha, sobre o que escreve regularmente, para também decidir o que lhe comunicar.

O maior cuidado recai pela não confusão entre amizade e profissionalismo. Temos que nos prevenir e como já tinha referido num antigo post: “Se não é para ser público, não se comunica a ninguém.” Temos que ter cuidado com o que dizemos e a quem. Tem que se entender os interesses do jornalista. Todos querem fazer uma capa, uma manchete viral, uma notícia estrondosa que lhes dê a ribalta. O jornalista trabalha a informação e a partilha da mesma, mas ambiciona muito mais tudo aquilo que é novo, chocante, transformador de opiniões. Aqui não há amigos. Por mais que se confie em vários jornalistas ou amigos que ocupem este cargo profissional, é de se evitar vários tópicos. Assim que for possível, basta o mesmo ter interesse no assunto, e torna o tema de “amigos” numa capa de jornal nacional.

Desta forma é necessário ter uma relação não demasiado afastada mas também não muito próxima. Há que manter um contacto, uma partilha de informações. Trata-se de uma proximidade cautelosa. O erro pode surgir quando estivermos demasiado à vontade e confiar-mos de forma tal que já não vemos problema em contar tudo o que passa. Esta relação não deve ser assim apenas inicialmente, mas sim sempre mantida de tal forma.

Por fim, frisar que cada vez mais somos nós, Relações Públicas, as fontes de informação. Assim, torna-se objetivo garantir que determinada informação é publicada com certo tempo e regularidade. Temos que nos certificar que os conteúdos vão parar até aos media e que são partilhados de forma totalmente integra e sincera.

Cuidado porque, em caso de dúvida, os amigos vão ser muitas vezes ultrapassados pelo profissionalismo.

 

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