Pequeno e rotativo mundo

O mundo é pequeno. Ditado tão conhecido e referido por todos nós. Não arrisco, mas certamente se dissesse que era o mais utilizado por nós, portugueses, ganharia a aposta. A verdade é que muito dito é ele e poucas vezes o conseguimos entender de forma pragmática e real. Não é só dizer que é pequeno, não nos apercebermos da realidade e não adaptarmos as nossas ações a tal ambiente. Hoje, trago certamente um tema diferente cujo objetivo é refletir mais sobre os nossos atos com o amanhã em vista.

Ao fim deste tempo, admitimos claramente que RP é pensar estrategicamente a longo prazo. É adaptar atos à atualidade. A questão é que esta forma de ser não pode começar apenas no mercado profissional. Nessa altura vai ser tarde. Quão mais se adiar mais o corpo está adaptado a uma forma de viver e raciocinar, mais difícil vai ser integrar esta nova forma de pensar, mais difícil será cumprir bem o papel e as funções profissionais, mais difícil será bem sucedido na vida. Temos que nos preparar o mais cedo possível para o futuro. O amanhã é muito breve e há sempre mais do que uma escolha. Se não estivermos aptos para tal a opção pode não passar por nós.

O que importa referir é algo que ainda muita gente não percebe:

O mundo da comunicação é extremamente pequeno e rotativo.

Isto não quer dizer apenas que não existem muitos profissionais e estudantes na área, porque existem os suficientes para as atuais necessidades. Trata-se de um meio pequeno devido a todos se conhecerem. Hoje em dia, a comunicação veio ajudar muito e a internet veio facilitar todo o processo. Posso conhecer e saber dados sobre qualquer pessoa do meio muito facilmente. Para além disto, os ambientes frequentados são muito idênticos. Os nossos colegas de faculdade lidam connosco inúmeras horas, seja na faculdade, em salas de estudo ou em programas de lazer. Para além disto, são poucas as Instituições de Ensino Superior que abordam estas áreas nos seus planos de estudos e mesmo dentro das que abordam poucas são reconhecidas positivamente por tal. Isto tudo torna o globo da comunicação portuguesa muito pequena e o grande problema é que a maior parte dos estudantes nem se apercebem de tal. Cada vez mais tudo se sabe e neste ambiente não se pode querer guardar segredos facilmente. Se não quiser que seja público, não partilhe com ninguém.

O mundo da comunicação e em especial das RP também funciona muito rotativamente pois é raro aquele profissional que é contratado a full-time e perdura na mesma organização anos e anos. As agências são cada vez mais o ponto de empregabilidade destes estudantes e neste formato a rotatividade ainda é maior. Isto, é mais um facto a ajudar a todos se conhecerem. Traduz-se em mais pessoas a trabalhar com outras, conhecendo ainda mais pessoas e a sua forma de trabalhar.

Desta forma, a conclusão a que quero chegar é que tudo o que é feito hoje vai ter peso no futuro, Os nossos colegas de hoje vão ser profissionais de amanhã. Sejam nossos empregados, empregadores ou colegas de escritório, vão estar ao nosso lado. Não queremos que decisões tão iniciais na nossa vida venham decidir tanto no nosso futuro e definir de tal forma a nossa vida. Aquele responsabilidade com que não cumprimos ou que estivemos acima da média e superamos todas as expetativas; aquele projeto que abarcamos e comandamos; as decisões que tomamos todos os dias com os nossos colegas e docentes; as iniciativas a que nos propomos e cumprimos vão todas elas ficar marcadas. Daqui a uns tempos é isso que vai ficar no mercado de trabalho e consoante essas mesmas experiências cada um vai tomar a sua decisão.

Pensa no amanhã antes de fazeres o hoje.

Os dinossauros estão extintos

 

Conseguimos recuar certos anos na história mas avançar torna-se mais complicado. Temos a certeza do que já passou por onde nós andamos e acredita-se fielmente na ciência há milhares de anos. Quando se pensa no futuro o caso complica-se e surgem grandes dúvidas. O desafio é mesmo esse e não é para todos conseguir prever as novas tendências e afastar-se dos dinossauros passados.

Já muito falamos de RP e nunca conseguimos dissociar esta profissão de atualidade e tendências. Isto porque de facto as Relações Públicas estão diretamente e indiretamente dependentes do seu ambiente envolvente, da realidade que se vive momentânea mente. Hoje em dia, a tática correta a adotar ontem pode ser um craso erro amanhã e é isto que se tem de ter em conta. O mundo está em constante mudança e a profissão para se manter viva igualmente o terá que fazer. Quem não se adaptar vai acabar por deixar de ser necessário, por morrer.

Analisando o European Communication Monitor, percebe-se que as idades médias dos profissionais de comunicação estão a caminhar para um envelhecimento profissional. Neste momento a média de idades está nos 41 anos e é necessário ter cuidado com isto. Não existe problema algum em ter profissionais mais experientes.  Existe problema em ter dinossauros a trabalhar na nossa área, profissionais que não se atualizam e pensam que o mundo permanece igual à 20 anos. Há mediada que o tempo avança existe uma maior oferta de formação e para não correr o risco de se estagnar há que aproveitar melhor. É certo que no ECM também se pode analisar que as necessidades de formação estão abaixo da oferta, mas de qualquer das formas a real utilização é muito pouca. Como pode alguém querer durar no setor se não se atualiza?! Todos nós sabemos, desde o início, que estamos constantemente desatualizados a cada segundo que passa e mesmo assim damo-nos ao luxo de permanecer desinteressados?! É um luxo preguiçoso a que poucos se podem dar. É caminhar uma vez mais para o desemprego e, por sua vez, para o estigma da profissão. Volto a referir que trabalhar no mundo da comunicação é estar informado sobre tudo e todos, é estar atento à realidade que se vive, é prever tendências, é adivinhar um pouco do futuro e tomar decisões com bases nessas mesmas visões e perspetivas.

A introdução da internet veio sem dúvida alguma alterar bastante a comunicação e estamos todos cientes de tal. O digital entrou na nossa vida de uma forma estrondosa e apoderou-se de grande parte da comunicação. Milhões de pessoas estão presentes  nos social media. Hoje, estes meios têm um grande peso e não utilizá-los é um erro e que só faz a organização passar despercebida e perder oportunidades de comunicar. Assim, têm existindo grandes alterações a nível operacional, uma ascensão do digital aliada a uma crescente força do face-to-face. É importante ter noção do que é este mundo digital, das suas oportunidades e de como pode se tornar numa mais valia. Isto sem nunca esquecer a comunicação frente a frente que as pessoas ligam ainda mais. Assim, mais do que nunca é importante estar apto para falar bem e de forma coerente e ter uma boa comunicação não verbal. Mais uma vez, refiro a importância da formação. Já existem inúmeras de discursos, apresentações e linguagem não verbal.

As analytics também são uma novidade e dão também uma nova visão aos RP. Hoje, fala-se mais já em Big Data que não se limita a ter x dados e apresenta uma oportunidade para encontrar melhores insights. 72% dos profissionais da comunicação acreditam que o big data vai mudar toda a profissão de RP e a sua eficácia mas no entanto apenas 53% debate este tema e só meros 23% entendem o conceito. A nível de organizações, 21% utilizam-no no seu planeamento e apenas 12% das organizações utilizam algoritmos para a criação de conteúdo. Mais uma vez, se um RP se quer manter atualizado e facilitar todo o seu trabalho melhorando também a sua eficácia tem que estar atento à atualidade, à mudança e formar-se o melhor possível sobre as novas oportunidades e métodos de comunicação.

Concluía que Relações Públicas é uma profissão em constante alteração, como sempre tenho dito. É necessário manter os profissionais atualizados. Caso contrário, não vão ser úteis, vão passar a ser desnecessários e vão ser despedidos. Há uma necessidade de entendimento da realidade e das tendências que se avizinham, pois todas as estratégias e táticas aplicadas vão ter que estar de encontro a isso mesmo. Se não estiverem, pode dar-se muito mal o caso.

Os dinossauros estão na pré-história e aí devem ficar. Ontem queria-se um profissional de comunicação, hoje quer-se um profissional de RP competente e atualizado. Não há espaço para profissionais que não sabem ou não aproveitam as oportunidades de hoje. As RP têm que continuar a modernizar-se, a adaptar-se ao mundo e os seus profissionais de igual forma sem nunca estagnar.

PR is now many things. PR is to keep updated.

Vídeo Resumo do ECM

 

O que vem primeiro: amigos ou profissão?

Todos nós admitimos que a comunicação faz parte do nosso dia a dia e cria muito do nosso mundo. Entre inúmeros meios e plataformas, guardo um carinho especial pelo papel. Por aquela página que só um dedo salivado a faz virar para uma nova informação. Pelo trabalho deste senhor, deste “amigo”, do jornalista.

Hoje, o trabalho destes estendeu-se e alarga-se facilmente graças ao digital. Temos disponíveis, blogs e sites de jornais e noticiários online e os social media que também ajudam na partilha de conteúdo e informações diárias. Assim, o jornalista ganhou forma de comunicar também mais instantaneamente e imediata com tantas ferramentas disponíveis, como está no meu post anterior: “A Comunicação Instantânea é Planeada”. O que importa realçar é que o mesmo ganhou poder de impactar na sociedade de forma mais rápida e eficaz. Não necessita de ser apenas pelo jornal. Há mais recursos, que até podem ser utilizados todos em uníssono.

Com todas as evoluções, não é só o jornalista que traz novas informações relevantes. São inúmeras as pessoas que partilham histórias e conteúdos através do twitter, do facebook, de blogs, entre tantos outros. Os jornalistas não são a maior fonte de informação. São simplesmente quem se alimenta mais dela na tentativa de garantir conteúdos de qualidade e virais para partilhar. Neste momento, o RP acorda como jornalista várias vezes, pois é importante ver a sua organização comunicada nos meios sociais públicos. Há que conseguir ter uma boa relação com os media. Uma relação cautelosa, mas é importante manter um contacto e nunca apresentar uma distância em demasia.

Um estudo de Arketi Web Watch Media revelou que 92% dos jornalistas estão presentes no linkedin, sendo o seu maior social media.

“The media’s the most powerful entity on earth. They have the power to make the innocent guilty and to make the guilty innocent, and that’s power.”

Construir um relacionamento com os media é algo crucial num profissional de RP, pois pode facilitar a comunicação com eles e, por sua vez, a publicação de histórias. Cada vez os jornalista são mais ocupados e se conhecerem certo RP mais facilmente vão ler os seus emails ou atender os seus telefonemas. É necessário também compreender o seu horário de trabalho que está diretamente ligado com as publicações de jornais impressos. Enviar algo para um jornal depois das 17h é inútil pois nada vai sair no dia seguinte. Após esta compreensão adquirida, o conteúdo vai ser partilhado no momento certo.

Com a comunicação facilitada e uns botões a separar-nos dos jornalistas, é necessário ter calma. Não podemos abordar todos os jornalistas e por vezes é melhor, ou de mais confiança, comunicar com algum com quem já tenhamos trabalhado ou lidado anteriormente. Há que perceber os interesses do jornalista, para quem trabalha, sobre o que escreve regularmente, para também decidir o que lhe comunicar.

O maior cuidado recai pela não confusão entre amizade e profissionalismo. Temos que nos prevenir e como já tinha referido num antigo post: “Se não é para ser público, não se comunica a ninguém.” Temos que ter cuidado com o que dizemos e a quem. Tem que se entender os interesses do jornalista. Todos querem fazer uma capa, uma manchete viral, uma notícia estrondosa que lhes dê a ribalta. O jornalista trabalha a informação e a partilha da mesma, mas ambiciona muito mais tudo aquilo que é novo, chocante, transformador de opiniões. Aqui não há amigos. Por mais que se confie em vários jornalistas ou amigos que ocupem este cargo profissional, é de se evitar vários tópicos. Assim que for possível, basta o mesmo ter interesse no assunto, e torna o tema de “amigos” numa capa de jornal nacional.

Desta forma é necessário ter uma relação não demasiado afastada mas também não muito próxima. Há que manter um contacto, uma partilha de informações. Trata-se de uma proximidade cautelosa. O erro pode surgir quando estivermos demasiado à vontade e confiar-mos de forma tal que já não vemos problema em contar tudo o que passa. Esta relação não deve ser assim apenas inicialmente, mas sim sempre mantida de tal forma.

Por fim, frisar que cada vez mais somos nós, Relações Públicas, as fontes de informação. Assim, torna-se objetivo garantir que determinada informação é publicada com certo tempo e regularidade. Temos que nos certificar que os conteúdos vão parar até aos media e que são partilhados de forma totalmente integra e sincera.

Cuidado porque, em caso de dúvida, os amigos vão ser muitas vezes ultrapassados pelo profissionalismo.

 

A comunicação instantânea é planeada

 

Todos adoramos o improviso. Todos adoramos o diferente. As pessoas gostam da comunicação espontânea e autêntica. De que melhor forma podemos criar impacto senão instantânea e naturalmente?

Assim, introduzo o tópico da comunicação segundo os critérios de timing e planeamento. Como podemos perceber, o improviso pode ter bastante força por o público perceber que é algo dito pela primeira vez, com um real valor, de forma normalmente única e diferente de tudo o resto. O que acontece depende muito da reação do público ouvinte e tal pode nem sempre ser positiva. Assim, há que ter cuidado com o que se improvisa. É bom e várias vezes até necessário, mas tem que existir todo um background. Olhando desta perspetiva, uma organização tem que ter sempre atenção à comunicação improvisada mantendo a coerência. Incoerente será publicar algo completamente dissociado dos valores, missão, visão, públicos, identidade e atualidade. Assim, torna-se também um pouco perigosa a identidade gráfica, tendo também cautela no afastamento da linha gráfica e da imagem que já facilmente se associa à respetiva organização. Concluindo, entende-se que é vital ter precauções relativamente ao conteúdo improvisado publicado.

A comunicação rege-se por um planeamento.

Tal processo é feito a longo prazo e com alguma antecedência. Sem estar planeada a mesma não funciona e os riscos de não se conseguir comunicar tudo, de chocar assuntos, de confundir os públicos, de o conteúdo partilhado não ser visto aumenta. Tem que estar tudo bem delineado juntamente com o manual de normas gráficas e com as guidelines de conteúdo bem definidas para que se possa saber o que não comunicar e manter a coerência comunicacional.

Então não se deve improvisar?

O improviso surge em dois momentos: comunicação instantânea cujo resultado final ou determinadas situações não previstas se sucedam e em casos excepcionais devido a falhar ou momentos inesperados é necessário comunicar sem preparação prévia. Contudo, até o improviso deve ser planeado. Obviamente que é impossível delinear pormenorizadamente com toda a certeza a publicação de uma imagem durante a visita do Papa a Portugal. Apenas após se ter toda a informação se pode partir para a transmissão da mesma. Apesar disto, pode-se tentar prever certas situações. Sabendo que um evento desta dimensão se aproxima e que conta com a atenção global, é importante trabalhar antecipadamente para o mesmo. Tal acontecimento terá impacto na vida e no dia-a-dia de qualquer cidadão. Assim, é de se aproveitar o momento para comunicar sendo que o primeiro passo é estudar as hipóteses, os casos/hipóteses prováveis de se materializar e colocar uma equipa a seguir toda a cerimónia e assunto. O objetivo passa por comunicar de forma mais instantânea possível, tendo mais impacto e conseguindo criar um maior engagement nos públicos. Como o documentário Project #LIVE – Twitter assume, ao longo dos seus 32 minutos, quão mais direta/rápida for a comunicação da mensagem maior será a sua eficácia. Caso o Papa caia do seu Papamobile vai existir uma comunicação de tal caso e quão mais rápido as marcas conseguirem partilhar o mesmo conteúdo relacionado com a sua identidade mais irão ganhar. Em eventos de tal dimensão, pensa-se sempre na possibilidade de um atentado. Assim, a organização deve ter sempre material preparado para se tal acontecer, tendo em conta a tendência para o mesmo em eventos desta grandiosidade e complexidade. É importante referir que todo o improviso bem elaborado envolve bastante trabalho, tempo, ritmo de trabalho, criatividade e um grande nível de atenção à situação e às circunstâncias.

O twitter é para improvisar?

Não existe nenhum social media para improvisar, mas sim timings para se comunicar de forma improvisada por determinada plataforma que mais se adequa à situação e ao contexto. Analisando o twitter em específico, trata-se de uma plataforma que vive da atualidade, vive de assuntos virais. Pode-se consultar a qualquer hora os trending topics que referem as temáticas mais faladas do momento. Se formos verificar tais palavras ou hashtags reparamos que se tratam de assuntos bastante presentes na atualidade, diariamente novos. Claramente que tal social media não deve ser utilizado para meramente improvisar, mas bastantes conteúdos são adequados para a partilha na mesma plataforma tendo em conta a comunicação instantânea. Assim, para comunicar no exato momento do acontecimento o twitter revela-se uma excelente ferramenta.

 

Deixo em baixo um exemplo português. Trata-se de um conjunto de imagens partilhadas pela marca de cerveja nacional, Super Bock, bastante reconhecida pela sua comunicação. Quero realçar o exemplo no que toca o aproveitamento do momento. No dia da mãe, lançam uma imagem a agradecer à mesma incorporando os seus produtos sem qualquer valor comercial e ainda enfatizam um topic trending do facebook, a criação da flor (#gratidao) com um posicionamento estratégico dos produtos em forma de flor. Este é o exemplo mais forte da marca, tendo em conta que concilia um tópico viral iniciado pelo facebook, um dia comemorativo e a identidade e imagem da organização mantendo os seus valores. Refiro mais dois exemplos: no dia mundial do design gráfico pegam num taboo enorme, a utilização da fonte tipográfica Comic Sans que tanto é criticada no mundo do design; no dia 4 de Maio fica marcado pela utilização da data, na língua inglesa, no seu copy com o significado completamente diferente.

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A nível mundial, temos o caso já conhecido por todos da Oreo e do Super Bowl em que aproveitam o apagão de luz no mesmo para comunicar de forma instantânea, divertida, coerente e eficaz:oreo

 

Como Rollo May dizia “A criatividade surge da tensão entre a espontaneidade e as limitações”. Há que ser espontâneo, há que estar ciente das limitações. Há que ser responsável e planear toda a comunicação a curto e longo prazo, e dentro da mesma, saber onde se improvisar e estar planeado para tal de forma a não transgredir as limitações impostas pelos valores, missão, visão, identidade e contexto.

 

Pelo chão se fez o mundo

Hoje, trago uma reflexão após uma visita ao Museu de Lisboa, exposição “Debaixo dos Nossos Pés – Pavimentos Históricos de Lisboa” alocada no Torreão Poente.

Sempre nos ensinaram a olhar para cima, para o horizonte, para o futuro. Neste dia, tive um desafio diferente. Olhar para baixo, para os pés, para o passado. Foi este o convite que o Museu de Lisboa me fez quando entrei na sua exposição e me fez descobrir toda a história no interior de cada pedra da calçada lisboeta.

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As necessidades do homem vão-se alterando e evoluindo, afinal um pavimento de solo não surge de repente na história e o homem criou-o para facilitar a vida do homem e melhorar o desempenho do mesmo. Hoje, existem vários perfis de chão e existe um luxo de em cada espaço ter o melhor adaptado ao uso do mesmo. Nas RP é necessário ter em atenção às necessidades dos públicos e por sua vez de comunicação, mas a ideia de atender às necessidades da sociedade não vem de hoje, nem é recente.

Com todo o evoluir da cidade de Lisboa e dos seus habitantes, os pavimentos foram-se alterando. O que começou com banais rochas sofreu adaptações para que facilitasse o percurso e as atividades das pessoas, tornaram-se local de circulação de coches, de cavalos, carros e motas. As invenções obrigavam a novas invenções de outras áreas. Foi neste sentido que o solo percorrido evoluiu. Caso o automóvel não tivesse sido criado, não existiriam nestes dias o pavimento que existe para conduzir de forma confortável e tranquila. Desta forma, a evolução do pavimento marca sem dúvida Lisboa e toda a sua história. É entusiasmante o que podemos descobrir e associar através das mudanças do mesmo.

Apesar de todas estas adaptações e mudanças, houve intenções e gostos de se manter certas tradições, ou não fossemos nós portugueses. Foi no séc. XV que se introduziu a calçada portuguesa, um género de pavimento visto ainda hoje em espaços públicos e passeios nas suas típicas cores, preto e branco. É um marco da nação, entre tantos outros. Símbolo de Portugal, utilizado em vários locais do mundo principalmente em países lusófonos. Todos temos uma identidade e a calçada pertence à do nosso país. Trata-se de um conceito atual e presente mas que também remota para o passado. É impossível desfazer-se do mesmo. Tal se passa numa organização com a sua identidade. Toda ela alastra o seu passado consigo até ao presente com o futuro em vista. Certamente, que só certos assuntos serão lembrados mais facilmente, mas nada é apagado da história por mais que queiramos. Assim, nasce também o conceito de reputação organizacional como venho a definir e a falar em vários posts anteriores.

Não é de hoje que nascem estes conceitos, tanto o de reputação, como identidade. A manutenção da tradição sempre foi algo muito presente nos Portugueses. Não que o mesmo signifique uma vantagem competitiva organizacional para Portugal, mas que estas ideias já existiam muito anteriormente simplesmente associadas a outras questões. O que importa reter é que se formos aos inícios da história, the point já foi resolvido noutro contexto. Muitas vezes, a respostas está no passado. As técnicas vão-se alterando e inovando, mas o pensamento base mantém-se sempre, nem que seja na mais pequena coisa.

Porque razão certos pavimentos já desatualizados perduram séculos e organizações apenas pernoitam?! Assim como a calçada portuguesa se mantém tantos anos, as organizações deviam manter-se no ativo por mais tempo. Há que inovar mantendo a identidade organizacional, assim como a calçada se mantém nos nossos dias.

 

Muito pouco ou o pouco que gera muito?

Estamos num mundo de grande concorrência onde a diferença é valorizada. A estratégia de uma organização deve ser dinâmica e original tocando em pontos que as outras não toquem. Estando todo o seu pensamento delineado de forma única, também a organização vai atuar de forma única.

THINK DIFFERENT

think_different_apple-wideA Apple é um excelente exemplo de uma aplicação de boa estratégia que mesmo surgindo após a sua concorrente, Microsoft, conseguiu ganhar o seu espaço e valorizar-se. Sugiro o vídeo de apresentaçao do 1º Iphone da marca que hoje tem a seu lado inúmeros clientes a defendê-la e não é pelo produto, mas sim pela experiência.

A estratégia envolve uma escolha, que vai criar valor pela diferença. Assim, há que abordar o posicionamento e perceber estrategicamente onde a organização se vai diferenciar. Tal escolha deve ser realizada de acordo com os seus próprios recursos que são limitados, seja tempo, dinheiro, vontade. A estratégia tem, assim, de passar por fazer aquilo que é necessário e não ir mais além. É impensável utilizar mais recursos do que o que se quer para o objetivo. Um grande ponto sobre o posicionamento é o atendimento da maioria ou de todas as necessidades de determinado target de públicos. Porter, chama-lhe needs-based positioning, que surge quando existem “vários grupos de clientes com diferentes necessidades e quando um conjunto de atividades personalizadas pode satisfazer melhor essas necessidades.” Afinal de contas, cada grupo tem o seu perfil e enquanto uns são mais sensíveis ao preço, outros importam-se mais com as quantidades de informações, suporte e serviços. Um exemplo de bom “posicionamento Porter” é o IKEA que tenta satisfazer as necessidades de mobiliário doméstico de todos os seus públicos e não apenas de parte deles.

Enquanto as táticas são tangíveis, a estratégia não. Todos podem saber e ver que fiz uma parceria com uma entidade, mas ninguém consegue perceber as minhas razões, os meus objetivos com a mesma, a minha estratégia por detrás da parceria. É sempre possível visualizar a tática, mas não o seu porquê, pois a estratégia não é uma technic choice. Há muitas hipóteses e escolhe-se uma em função de outra.

Outra questão é a melhor estratégia… Não existe melhor estratégia, existem várias sempre, mas é importante antes de definir a mesma perceber a realidade, o contexto atual, as culturas dos públicos, as perspetivas futuras para tentar antecipar as tendências. A estratégia nunca vai indicar o que se vai fazer, mas sim o contrário. Vai sendo discriminada com tudo aquilo que não se vai fazer, chegando à escolha que melhor se enquadra no mundo real.

Sabemos que a competição entre as entidades é como de uma “guerra” se tratasse. O sucesso depende da capacidade de antecipação de tendências, de comportamentos, de necessidades e do tempo das mesmas respostas a estes pontos. Desta forma, tal como na apple, a estratégia não se foca nos produtos nem na sua venda, mas sim em todo o seu comportamento, conduta e linha de pensamento geral. Esta última que deve ser formalizada a partir de capacidades estratégicas difíceis de se copiar, distinguindo-se da concorrência aos olhos dos públicos e mantendo sempre a autenticidade. Estas capacidades definem-se por conjuntos de processos, qualidades e competências entendidas de forma estratégica, como a experiência em reabastecimentos de stock da Wal-Mart ou a habilidade da Honda na gestão de revendedores. São, assim, capacidades coletivas e inter-funcionais (que resulta de uma pequena parte do trabalho de várias pessoas, e não de grande parte de algumas). Ao depender de um coletivo, é importante que toda a organização conheça e se reveja na estratégia da organização para que a mesma haja sempre de acordo com ela, mantendo os seus valores.

“Sem uma estratégia não se pode superar a concorrência”

“Less is more”

Trata-se de uma estratégia de comunicação. Cada vez mais se comunica tudo e muitas vezes sem qualquer nexo ou de acordo à realidade. Assim, defendo que se deve comunicar menos mas de forma mais acertada. Não é necessário criar tanto conteúdo, pois se for excessivo vai deixar de ser informação para passar a ser spam. 

Desta forma, o conteúdo tem que ter uma maior qualidade pois se a comunicação é mais reduzida, os olhos sobre essa mesma vão estar mais atentos. Se o Benfica jogar todos os dias com o Sporting é provável que o meu interesse não se mantenha igual sempre, que não me importe tanto com o mesmo e que provavelmente não veja todos os jogos. Se for uma vez por ano, todo o mundo pára para assistir ao mesmo. O conteúdo deve então ser original, detalhado e referenciável.

Futuro de conteúdo massivo

Numa era que tanto se utilizam os meios de comunicação digitais, em que ainda crescem as vendas de computadores, telemóveis e de aderentes a social media, estamos a antecipar um futuro de spam máximo. Trata-se de um choque de conteúdo como Mark Schaefer afirma, pois cada vez mais será o número de publicações devido ao maior número de utilizadores. Várias marcas decidiram aumentar a produção de conteúdo e saíram-se bem pois conseguiram construir uma audiência fiel com a constante publicação de informação, mas não há estratégias perfeitas e cada qual adequa-se a uma realidade diferente em organizações diferentes. A Content Marketing Institute adotou uma política de intensificar o número de conteúdos publicados, chegando a 2 por dia e notou um retorno decrescente por parte dos seu públicos.

Defendo muito esta estratégia principalmente em páginas e blogs de investigação, em que aprofundam bastante certos e determinados temas. Exploram até ao limite, mas não estão todos os dias a divulgar conteúdos divergentes. Dão espaço aos seus públicos de verem tudo, analisarem, criarem uma opinião própria sobre o mesmo conteúdo e esperarem por um próximo tema que tenham tanto ou mais interesse. Desta forma, termino com a conclusão de que estratégias há muitas e dependem sempre do ambiente, do contexto e dos públicos.

 

 

 

Habemus liberdade

Após uma leitura atenta, à obra de Daron Acemoglu e James Robinson, “Porque Falham as Nações” deixo a minha opinião crítica ao:

“Melhor livro do ano”

9789896441975

As expetativas do livro são altíssimas após o Financial Times (FT) intitular desta forma o produto de Acemoglu e Robinson. Assim, começou uma aventura com mais de 500 páginas.

autores-01Primeiro que tudo é importante saber que todo este livro foi um resultado de 15 anos de investigação por parte dos autores, ambos professores universitários na área da economia. Robinson (dir. da fotografia) conhecido como um perito de renome mundial nas áreas geográficas da Ásia e América Latina, Acemoglu (esq. da fotografia) reconhecido com um prémio John Bates Clark (destinado a economistas de idade inferior a 40 anos com uma grande contribuição para a área).

O que trata a obra?

No livro são discutidas as nações, as suas políticas económicas e os seus estados resultantes das decisões do poder das instituições. Revela vários fatores diferenciadores das nações e tenta explicar porque razão existem umas tão estáveis e outras tão empobrecidas e míseras. Segundo os autores, as instituições revelam-se determinantes para definir o sucesso económico da nação.

Abordam-se os rendimentos nacionais e os contrastes entre os mesmos do mundo atual. Ao longo da obra falam-se de várias estratégias político-económicas e é criticada a “formúla de sucesso” que a China adoptou e que com a mesma cresceu economicamente de forma bruta. Fala-se da ascensão económica do Brasil e compara-se o estado de Portugal a Espanha e à Coreia do Sul.

Como o FT refere na sinopse do livro, o seu título não é respondido pelo “clima, geografia ou cultura da nação, mas sim pelas instituições”.

Fukuyama, uma possível inspiração

Como o FT refere, Robinson e Acemoglu entram na zona de conforto de um economista político nipo-estadunidense de renome. Trata-se de uma figura bastante relevante do conservadorismo, mentor do governante Ronald Reagan, doutorado em ciência política e e professor de economia política. Assim, Francis Fukuyama foi um milionário resultante de um best-seller, “O Fim da História e o Último Homem”, e defendia até à morte que a origem da pobreza estava na falência dos Estados. Chegava a dizer que países como o Haiti ou o Afeganistão não se poderiam intitular de nações com governo. “O país que sofresse deste poder com falhas nas suas funções básicas produzia doenças, crises, refugiados, abusos de lei e até terrorismo.” Se antigamente os problemas resultavam de várias nações com um grande poder, hoje surgem de muitas estarem na miséria, a viver o caos.

Desde o lançamento da sua obra mais conhecida, foi contestado relativamente às suas ideologias e nasceu um ódio sobre o mesmo por parte do lado esquerdo da política. De qualquer das formas, nos últimos anos tem sido criticado também pela direita. “O sucesso virá, acredita Fu­kuyama, na combinação exata de três elementos: a criação do império da lei que se estenda a todos os cidadãos, o surgimento de um Estado forte e um equilíbrio tal que o governante seja submetido a alguma prestação de contas de seus atos.” Este autor inveja ainda a forte capacidade de adaptação da China e critica a fraca aptidão de tal dos EUA.

Assim, esta obra de que falo escrita por Robinson e Acemoglu foi muito introduzida nas temáticas já muito estudadas e defendidas por Fukuyama e também por Ian Morris. Após a publicação do livro, Francis lançou um artigo crítico no The American Interest.

To the point…

Entre políticas, economias, ciências e histórias retirei vários pontos chave. Abordando tanto as questões das instituições e que as mesmas definem o sucesso ou o insucesso da nação, achei que seria de realçar um pormenor das mesmas. Na obra, estas diversificam-se entre inclusivas e extrativas. As primeiras transpiram liberdade. “Permitem e incentivam a participação da maioria das pessoas em atividades económicas que tiram o máximo partido dos seus talentos e competências e que possibilitam que façam as escolha que quiserem.” Como o nome indica, incluem-nos no seu processo e na sua economia. Existem conceitos como o de proteção de propriedade privada e de força jurídica isenta/neutra. São permitidas todas as novas empresas que quiserem e os indivíduos têm a liberdade de escolher as suas carreiras.  Assim, as extrativas são o contrário, retratam as realidades da Coreia do Norte e da América Latina colonial.

As instituições económicas inclusivas fomentam mercados inclusivos. Assim, é dada aos indivíduos a liberdade de exercerem a atividade profissional que melhor se enquadra às qualidades individuais e existe uma igualdade de condições. É o que Acemoglu e Robinson defendem na obra com a conclusão final:

“Aqueles que têm boas ideias poderão criar empresas, os trabalhadores tenderão a optar por mais atividades em que a sua produtividade é maior, e as empresas menos eficientes podem ser substituídas por outras, mais eficientes”.

As instituições extrativas iniciam um percurso cujo ponto de chegada é o fracasso total do Estado. Estas acabam por destruir a ordem e os incentivos económicos. Desta forma, o produto final destas instituições é a estagnação da economia. Tal situação espelha-se na Serra Leoa, no Zimbabué e em Angola, que passam por guerras civis, situações de fome e epidemias. Tornam-se hoje mais pobres os países que já o eram há 4/5 décadas atrás. 

O centro da obra é então as “origens do poder, da prosperidade e da pobreza” que se explica muito pelas instituições e formas de estas governarem as nações.

 

A reter nas RP

Bastantes são aqueles pontos que relaciono com as Relações Públicas e as áreas da economia e política cruzam-se também muito facilmente com as RP. Começando pelo próprio capítulo das “Teorias que Não Funcionam”, também o assim é com os planos de comunicação quando não bem pensados e mal avaliados. Fazer por fazer, sem ter um objetivo concreto, táticas para os atingir e uma meta em vista a alcançar no final não tem qualquer bom resultado. Mesmo com tudo muito bem pensado, pode dar errado. Porque na teoria pode parecer tudo muito bem, mas quando se executa o resultado pode não ser o melhor. Existe todo um contexto atual que deve ser percebido, assim como o ambiente envolvente. Para além disso, surgem a toda a hora imprevistos, novas situações, novos fatores que influenciam todo o processo pensado anteriormente. Assim, é importante pensar, desde o início, em hipóteses de ambientes possíveis de se materializar e em soluções para todos eles de forma a minimizar o risco de o produto final ser pejorativo.

Avançando um pouco até ao 4ª capítulo, lidamos com mudanças institucionais face a conflitos políticos e com o poder que o passado tem no presente. Desde o início do capítulo que fui sempre ligando a dois conceitos: o de crise e o de reputação.

O primeiro porque existem várias situações de crise em inúmeras empresas e resolvê-las passa muito pela forma de comunicar após o incidente. Assim como uma instituição muda perante o conflito político, toda a sua comunicação deve ser alterada perante essa mesma alteração. É vital perceber as necessidades e as preocupações da população. Não seria possível, por exemplo, para a United Airlines ter uma iniciativa e comunicá-la com grande eficácia como a da TAP a promover a cozinha de renome nos seus voos. Vivendo uma situação caótica como a que está a viver, a sua preocupação tem de ser ultrapassar o período péssimo vivido na organização e comunicar de forma a ultrapassá-lo da forma mais saudável possível. Ainda por mais, um dos grandes valores da United Airlines, expressa no site em letras grandes, é a segurança e a confiança. Como é possível confiar na segurança de uma companhia aérea que tenta expulsar clientes de um voo e recorre à violência para tal?!

Em segundo lugar, a reputação porque a mesma se define a longo prazo. Difícil de se construir mas simples de se arruinar. Assim, o passado tem um grande poder no presente e até no futuro. Tudo o que estamos a construir tem de ser pensado a longo prazo para existir uma continuidade, uma coerência e para que os públicos se sintam confortáveis com a empresa que lhes vai ter de ser credível. É complicado desvincular um erro do passado na empresa. O caso da United Airlines pode voltar a ser um exemplo. Trata-se de uma situação atual para qual ainda não vimos uma solução a 100%. Vamos ver até que ponto conseguem ultrapassar este péssimo momento que já afetou, e muito, todo o negócio. Veremos quanto mais tempo demorará a reagir o departamento de comunicação a esta situação de forma eficaz. Toda a reputação foi afetada, foi destruída e não se sabe quantos mais dias, meses, anos serão necessários para obter a confiança dos clientes.

Outro ponto bem assente e comum à obra e às RP é o “Fugir do Padrão”. A normalidade nada de novo traz. É preciso inovar, fugir do neutro, diferenciar de alguma forma. Negar o padrão é arriscar mas também é uma oportunidade de ser melhor, de ter vantagens competitivas. Assim como expresso no livro a história dos “Três Chefes Africanos” que desembarcaram em Inglaterra com a missão de salvar os seus estados; ” O Fim da Exração Sulista”; e até mesmo o “Renascimento da China” em que derrubaram a burguesia, é bom arriscar. Os caminhos fora do padrão podem ser bons e quando o são, afirmam-se como revolucionários. Assim, em toda a comunicação de uma organização também é necessário inovar, ser criativo, sair dos padrões normais de comunicação, optar por conteúdos ou formas de os comunicar nunca antes vistos. Um grande exemplo de comunicação inovadora tem sido a Carlsberg UK, com a sua rúbrica “If Carlsberg did…”. Desde aproveitar os mecanismos de bagageiras no aeroporto para dar aos passageiros caixas de cervejas antes de todas as suas malas, possibilitar cortes de cabelo, ou, a melhor para mim, karts para ir às compras.

Assim como as instituições inclusivas resultam da liberdade, permitem a escolha e o uso dos talentos pessoas para as suas atividades profissionais, o mesmo se quer num contexto profissional de RP. Seria impossível executar um bom trabalho à escala do que se faz hoje sem estar ocorrente a tudo o que se passa a nível mundial, dos contextos culturais, da possibilidade de escolha, até mesmo de comunicar, fosse de que forma fosse. Numa nação que se viva de forma exclusiva com instituições exclusivas (caso da Coreia do Norte), é impossível um profissional de RP operar. Pelo menos sem que os únicos objetivos passem por influenciar a sua população e fechá-la ao máximo nas suas fronteiras, mantendo-a ausente de tudo o que passa fora da sua área geográfica e nos seus órgãos de poder.

Por fim, um grande ponto que se retêm desta obra e aplicável às RP é a relevância de implementar boas práticas de gestão. Seja num contexto macro, micro, mundial, ou regional é algo vital. O ponto máximo sem dúvida que passa pela liberdade de expressão e pelo direito à informação que sem eles nada seria igual e provavelmente as RP ainda não existiriam.